 No closet com Isabella
A top aconselha anônimas a se vestirem melhor no programa Esquadrão da Moda e dá um show permanente de elegância, bom gosto e refinamento Por Haroldo Pereira Jr. Foto Daniel Cancini Agradecimentos M.O.B. (locação)
Impossível tirar da modelo e apresentadora do programa Esquadrão da Moda alguma revelação mais cáustica sobre as celebridades que mais acertam ou mais erram em seus looks. Isso pode explicar por que essa paulistana de 32 anos, delicada como uma porcelana e ao mesmo tempo vibrante em sua desenvoltura social, é tão querida na altas rodas. A top Isabella está cercada de amigas e seu casamento, no ano passado, com o empresário Stefano Hawilla, foi considerado um dos mais belos e badalados que a cidade já viu.
Como consultora, paralelamente à carreira de modelo, Isabella deu o primeiro passo, com mais três colegas, criando em 2001 a Officina da Imagem, um curso para novas manecas. Entrou para a TV em 2005, com dicas de moda e estilo no Tudo a Ver, na Record. Agora, com o Esquadrão da Moda, ao lado de Arlindo Grund, comanda um programa que ajuda a dar um estilo certo para quem ainda patina no quesito moda. Nesta entrevista, ela abre seu armário de revelações.
O que nunca vai ser encontrado no seu closet?
Já mordi muito a minha língua, por isso hoje penso duas vezes antes de falar. Mas, com certeza, eu jamais uso branco nos sapatos, botas ou sandálias. Foi só no meu casamento e acredito que nunca mais. É muito esquisito. Outra coisa que não uso é corselet. Acho vulgar, antigo. E muito óbvio se é para passar sensualidade.
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"Nunca fui patricinha. Acordo cedo, trabalho muito. Essa imagem ficou marcada, porque na época o bacana, entre as modelos, era usar roupas de brechó. Eu queria só roupa nova. Era excluída mesmo"
Isabella Fiorentino, na loja M.O.B., no intervalo da gravação de seu programa no SBT
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Mesmo que a Madonna adore?
Ok, a Madonna incentivou o corselet, mas a Madonna pode tudo (risos)!
E o que você considera o hit da temporada?
A calça cenoura, que é larguinha nos quadris e depois vai afunilando, fica bem para muita gente e já está estourando. Legging também. Mas nunca branco. Só para a criançada, por favor.
Quais são atualmente suas grifes e estilistas favoritos?
Sempre adorei Reinaldo Lourenço e Glória Coelho. O TufiDuek sempre foi um querido e, agora que ele vendeu a Fórum, não sei o que vai fazer. Adoro os toques retrô da Isabela Giobbi e, dos novos, recomendo os vestidos do Rober Dognani. Dos internacionais, adoro Balmain, Balenciaga e Lanvin. O que são aqueles colares? Agora, vestidos de noite, para mim, são os do Oscar de La Remta.
Qual é seu atual objeto de desejo?
Na verdade, seria um quadro ou da Beatriz Milhazes ou do Vick Muniz. Eu era perdulária mesmo, consumista louca. Meus cachês, eu gastava tudo em roupa. Mas, depois que você cria um estilo, aprende a fazer sem exagerar. Eu gosto de mixar o tipo romântico sofisticado com um toque rock and roll num acessório. Não preciso gastar horrores. Uma coisa que ainda não tenho, e não é abusivo, são as bijuterias do Tom Beans. Ele é o máximo e não se encontra por aqui.
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